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Escolher o tema certo é a decisão que mais pesa no resultado final do TCC. Um guia prático sobre áreas em expansão, como validar se um tema é viável antes de começar, e como recortar uma pergunta de pesquisa que sua banca vai levar a sério.
Além do laboratório próprio, existe um leque de caminhos concretos para o biomédico atuar como autônomo, dentro ou fora do CLT. Um mapeamento prático de onde essas oportunidades realmente existem e o que é preciso para começar em cada uma.
Residência multiprofissional, especialização lato sensu, mestrado acadêmico ou profissional, MBA em gestão laboratorial: cada caminho serve a um objetivo de carreira diferente. Um guia comparativo para decidir com base no que você realmente quer fazer daqui a cinco anos.
Pesquisadores do Sanford Burnham Prebys mostraram que o excesso da proteína SORLA reduz o acúmulo de emaranhados tóxicos de tau em camundongos, diminuindo a atrofia cerebral. É um mecanismo de proteção, diferente da karyoptose (mecanismo de morte celular) já coberta aqui no blog, e reforça a tau como alvo terapêutico complementar ao amiloide.
Pesquisadores da USC descobriram que progenitores granulócito-monócito, células precursoras que originam macrófagos, podem se autorrenovar indefinidamente em laboratório, um traço até então considerado exclusivo de células-tronco. Engenheiradas para reconhecer tumores, elas controlaram cânceres sólidos e hematológicos em camundongos, abrindo caminho para terapias celulares prontas para uso.
Um ensaio clínico randomizado com 399 pacientes, conduzido em 22 centros ambulatoriais brasileiros, mostrou que a fluvoxamina reduz significativamente a fadiga da covid longa, um sintoma para o qual praticamente não existiam tratamentos com evidência robusta até agora.
Pesquisadores da Washington University descobriram que vacinas de mRNA contra o câncer continuam ativando fortes respostas antitumorais mesmo sem a célula imune considerada essencial para esse processo. Uma célula "prima", nunca antes associada a esse tipo de resposta, assume a função, uma via de reserva que pode ser explorada para tornar as próximas gerações de vacinas oncológicas mais potentes.
Pesquisadores do Dartmouth Cancer Center descobriram que a telmisartana, anti-hipertensivo barato e já aprovado pelo FDA, potencializa o efeito do olaparibe mesmo em tumores sem deficiência de recombinação homóloga. O achado pode expandir o uso de inibidores de PARP muito além dos pacientes com mutações em BRCA.
A Roche recebeu, em abril de 2026, a marcação CE para o Elecsys NfL, teste de sangue que monitora neuroinflamação na esclerose múltipla direto na plataforma cobas, a mais usada nos laboratórios brasileiros. O registro na Anvisa específico para essa versão ainda não saiu, o que abre uma janela de atenção para quem trabalha com imunoensaios automatizados.
Pesquisadores do King's College London identificaram um mecanismo inédito de morte celular, batizado de karyoptose, presente em 35% das células do córtex frontal de pacientes com Alzheimer. A descoberta explica, pela primeira vez, como o acúmulo de proteínas tóxicas destrói neurônios e abre caminho para novos alvos terapêuticos.
Pesquisadores de Harvard treinaram um modelo de IA em mais de 10 mil tumores de 33 tipos de câncer para prever, a partir do RNA do tumor, quais pacientes respondem à imunoterapia. O COMPASS superou os métodos atuais em 8,5% de acurácia e ainda explica o mecanismo biológico por trás de cada previsão.
Análise de quase 11 mil tumores mapeou 370 milhões de mutações e identificou 134 assinaturas de dano ao DNA, 26 delas inéditas. O achado mais relevante para a prática: milhares de pacientes com câncer de mama e ovário podem ter deficiência de reparo por recombinação homóloga não detectada pelos testes genéticos padrão.
FDA aprovou o orforglipron, primeiro GLP-1 oral de pequena molécula sem restrições. Os dados do programa ACHIEVE e o que essa nova era oral exige do laboratório clínico.
A Anvisa aprovou o lecanemabe, primeiro biológico com ação sobre a fisiopatologia do Alzheimer. A chegada do Leqembi redefine o papel do laboratório clínico e do biomédico no diagnóstico e monitoramento da doença.
Cerca de 90% da serotonina do organismo é produzida no intestino. Entenda como a microbiota conversa com o cérebro e por que esse eixo é um dos campos mais ativos da pesquisa biomédica atual.
Durante décadas, o KRAS foi chamado de intratável. Esta semana, um estudo publicado no New England Journal of Medicine e apresentado no ASCO 2026 em Chicago mudou essa história para sempre.
Santos se tornou o epicentro da ciência laboratorial brasileira. O Biomedicina in Santos 2026 reúne milhares de profissionais para debater o futuro de uma profissão que nunca esteve tão em evidência.
O único órgão humano capaz de voltar ao tamanho original mesmo após perder 70% da sua massa. Entenda a cascata molecular que torna isso possível.
Cambridge identifica como a aspirina libera as células T do sistema imune ao inibir o tromboxano A2 produzido por plaquetas.
Cinco passos metodológicos para investigar resultados suspeitos antes de liberar o laudo, com base na fase pré-analítica e no delta check.
Cinco caminhos concretos para monetizar o conhecimento técnico ainda durante a graduação, sem comprometer o desempenho acadêmico.
Da escolha do tema à apresentação para a banca: o guia metodológico para um TCC que se destaca e abre portas reais.
Quatro modelos de negócio para o biomédico que decide construir uma carreira independente, do laboratório próprio aos infoprodutos.